Lula decidiu mandar. Nada pode ser mais perigoso. Porém, ele foi eleito para isso. O mercado devia saber. A aposta que todo mundo é igual (petistas e tucanos) é só uma bobagem que vai custar bilhões de dólares.
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Bobagem dos tucanos que lançaram (sejamos bonzinhos) um gerente de banco para concorrer com Lula. Bobagem ao cubo do mercado que apostava que Lula 2, a missão, seria igual Lula 1, a rendição. Não será.
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Para o mercado, Mantega é e sempre será um Zé Ninguém. Não tem a menor importância se ele está ou não fortalecido. Porque ele mesmo não tem importância nenhuma. Desde que, claro, Lula continue, como gostam de dizer os analistas, a ser pragmático. O detalhe é que ser pragmático significa, sim, atender as reivindicações dos que, afinal, fizeram de Lula um presidente popular e fortalecido pelas urnas.
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Por que atender? Porque quando não se tem a menor idéia do que é a floresta, resta apenas cuidar das árvores. E Lula adotou a política de AS ARVERES SOMOS NOZES...
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O presidente, que parece acreditar que os movimentos dos céus, dos mares, das terras e da democracia só existiram para que ele fosse eleito, está deixando absolutamente claro que, neste segundo mandato, vai agir como o sindicalista que sempre foi: um negociador. Isto é, seu governo será absolutamente permeável ao lobby. Os mais fortes vão vencer.
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Não deixa de ser sintomático que no mesmo dia em que o governo chutou o pacote para janeiro, o CMN chutou para além disso (abril) a entrada em vigor da tal da conta-salário - aquela que iria criar "concorrência" entre os bancos...
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Ah, sim, a chance de o País crescer (de forma sustentada) mais em 2007 do que em 2006 é REMOTA. Até porque há menos espaço para a queda dos juros e o mundo vai ajudar menos.
12.22.2006
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