12.26.2007
10.27.2007
10.24.2007
Coincidências
penso porque faz dias daquela noite
E chovia naquela noite
na noite que andei por ruas cheias de água,
enquanto eu mesmo me enchia de esperança
penso nela, nos seus olhares e nas coincidências
de ligar a TV para esquecer e me esquecer
e, nem sei bem como, ela, a TV, me lembra dela
Na TV, alguém fala de esvaziar-se
na TV, falam dos códigos, falam de Deus
e eu penso em coincidências,
em como elas atravessam meu caminho
e em como quero, afinal, que ela fique por aqui... pertinho
Os pingos de chuva batem no vidro da janela
e lembro dos pingos no vidro do carro
lembro daquela noite bela
bela como ela
bela e agradável, como deveria ser a vida...
Pois, tomara que seja
tomara que minha conhecida daninha, a ansiedade,
não faça apenas minha alma balançar ao vento, biruta!
10.13.2007
9.28.2007
O AMOR
um sacrifício
e que, só por isso,
valeria a pena
já tornei o amor
quase um ofício
e uma novena
Mas não há amor
no amor que concebi
como um fardo
uma cela pequena
de escuridão metafísica
Não há também o amor comportado
de gravata e hierarquia
que aguarda a próxima condução
O meu amor engatinha
e tem a gana dos amadores
porque, no fundo, sempre serei um deles
e me perderei, volta e meia, como qualquer um deles
até que não haja bem o que consertar...
Mas quem, afinal, deseja apenas um conserto?
9.13.2007
COERÊNCIA
8.30.2007
Repetência 2, a missão
também diz muita coisa...
Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos, e depois?
Depois toco meu corpo eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão, e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê
Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir
(...)
8.21.2007
Repetência
Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria rainha
Que sempre vinha
Aos sonhos meus
Minha
Ela não foi um só instante
como mentiam as cartomantes
como eram falsas as bolas de cristal
Minha
Repete agora esta cigana
Lembrando fatos envelhecidos ... que já
não ferem mais os meus ouvidos .
8.02.2007
Lá nave và
DEPRIMENTE
7.23.2007
Péssimo
Aqui se morre muito e bestamente. São irresponsáveis a disputar onde os corpos serão jogados. São irresponsáveis a pedir compreensão e a prometer achar culpados.
Aqui não se respeita. Aqui se mata. Triste.
****
6.18.2007
ANIVERSÁRIOS
A vida deixa de ser deslumbrante; passa a ser mesmo essa ai... Não quero outra vida, não. Quero melhorar a que já tenho...
Tinha planos e fiz planos enquanto reaprendia a me mexer. A maior parte deles dançou. Mas eu estou aqui e vou continuar por muito tempo...
Todos somos sobreviventes. Ter esperança faz parte do jogo - assim como perdê-las de vez em quando. Podia dizer o mesmo das certezas, das possibilidades, do amor.
Sei que serei interrompido, mas, por favor, não pelos próximos muitos anos...
4.30.2007
Seu Frias
4.20.2007
que bacana!!!!
4.10.2007
ENGANAÇÃO
Acho, por isso, estranho esse mundo que se acostumou com a idéia da aparência de auto-suficiência, do parecer feliz.
4.09.2007
Do apagão aéreo ao constrangimento geral
3.19.2007
ESTUDAR...
***
Veremos, no dia 30, como será o outro MBA. Caozinho no mundo da química e engenharia....
3.02.2007
AcOnTeCe
Adoraria não ligar, mas ligo...
Os titãs já disseram que não há pára-raios para o que vem de baixo...
Felizmente, a vida é maior (e, claro, muitas pessoas são).
2.28.2007
2.23.2007
FrAsEs
2.21.2007
2.15.2007
1.24.2007
PACMAN

O PAC e o PACMAN... Lula é mesmo o cara. Deve o sucesso de seu primeiro mandato a FHC... E Hugo Chávez, graças a Deus, vai abençoar o segundo...
Lula é o homem. Para o funcionário público, seu governo diz: Pela primeira vez neste País o servidor terá reajuste real (acima da inflação) assegurado... Para o mercado, seu governo diz: não, o que eu estou dizendo é que a folha vai crescer, no máximo, a este ritmo anualmente....
O PAC já é um sucesso político. Quem pode ser contra um plano de obras? A oposição só pode ficar muda (Serra) ou mostrar uma enorme vontade de tirar uma lasquinha (Aécio). E that's all.
Lula é o homem. O PAC permite ao governo consolidar sua coalizão... Cada ministério terá o seu quinhão... O plano é "A" moeda de troca... Uma moeda que, aos olhos do público, vale bilhões em quatro anos...
A imprensa, quem diria, acha o plano tímido... Não é. A imprensa, quem diria, critica o plano por não fazer cortes.... Mas, ora, Lula foi eleito exatamente porque aumentou o gasto público.... Ficou famosa uma certa radiografia do voto que dizia que o País estava dividido entre os que pagam imposto e os que vivem de imposto... Bem, colocadas as coisas nestes moldes, deu no que tinha que dar: Lula.
A imprensa, quem diria, acredita que o sucesso do plano depende (do sucesso)... da economia mundial. Mas, ora, se acontecer uma crise mundial, Lula poderá dizer que foi, e será verdade, culpa da crise mundial.
A imprensa, quem diria, acha que tudo depende do Copom. É verdade e não é verdade. A projeção do mercado citada por Mantega diz que a taxa Selic será de 10,1% em 2010.... Ora, são 3 pontos de corte em quatro anos... Convenhamos... Serão 8 reuniões por ano, 32 até o fim do mandato. Se o ritmo de corte for modorrento, de 0,25 ponto por reunião, Lula terminaria o seu segundo mandato com o juro em 5,25%... Isso, claro não vai acontecer... O Brasil não tem a produtividade na economia que os Estados Unidos têm para manter taxas nominais parecidas...
Agora, se o PAC aumenta o gasto público para gerar mais crescimento, por que mesmo o BC teria que continuar sendo obrigado a cortar a taxa Selic em 0,5 ponto? Ué, mas Lula não prometeu a continuidade da ortodoxia?
Bem, de todo modo, o que importa (no caso do gasto com juros) é a taxa média do ano. E a de 2007, por definição, já é menor do que a de 2006.
Isso que dizer que eu acho que o BC vai interromper a trajetória de queda da Selic ou que vai necessariamente reduzir o ritmo de corte? Não e não. O que estou dizendo é que é só bobagem imaginar que a sorte do PAC depende do ritmo de corte do juro daqui para frente. NÃO DEPENDE.
O segredo de sucesso do PAC não depende do que vai acontecer no mundo, na galáxia ou na reunião do Copom. O PAC não foi feito por ou para isso. Ele propõe uma troca: o governo não está disposto a dar o que "as elites" querem, que é menos impostos, mas, em compensação, fez esse plano aqui para dizer que vai usar melhor o dinheiro que for arrecadado. Como? Fazendo obras de infra-estrutura. Obras que todos sabemos são essenciais MESMO para o crescimento, como a hidroelétrica do Madeira.
O plano de vôo é simples: FHC arrecadava mais para pagar banqueiros (ou a dívida...). Lula fará isso (pagará os banqueiros) e, além disso, vai construir estradas, hidroelétricas, usinas de energia renovável... Em números: FHC fez, no último ano de mandato um superávit primário de 3,75% do PIB; Lula fará mais do que isso, fará 4,25%, só que vai investir em obras 0,5% do PIB... Quem, politicamente, terá mais apoio?
Lula nunca foi ou será reformista. Por que Lula faria outra reforma da Previdência? Para contentar o mercado e descontentar seus eleitores? Quem prova que a reforma é tão necessária para que o país cresça 5%? Aqueles caras que fizeram este modelo que fez o Brasil crescer 2,5% nos ultimos 25 anos?
Lula é o homem. Aos olhos do investidor estrangeiro, ele é a única alternativa possível ao chavismo. Não importa se é verdade ou não. Importa que acreditam. Lula, afinal, continua a gastar só o que arrecada, defende as liberdades individuais e a democracia...É uma beleza!!!
Por fim, só mais coisinhas: só os tolos acham que o PAC foi feito para acelerar o crescimento.
PS: a ilustração foi feita pelo MTC. Obrigado.
1.16.2007
1.12.2007
1.11.2007
Complexidades
O CLIMA
1.10.2007
Pesadelos
Lembro de mulheres bonitas, vestidas como na década de 40, 50... Mulheres que teriam feito época, estourando corações ao mostrar canelas e insinuar as coxas...
Lembro que contava a história delas, dessas mulheres, que haviam marcado uma vida que não era minha. Era de alguém que me ouvia, que estava ali comigo, andando no carro...
Havia muita água. Água e lembranças que, agora, juro, não sei de quem seriam. Mas essas memórias, por instantes, pareciam fazer como que um inventário de uma vida que não vivi para alguém que me parecia conhecido, familiar. As memórias eram em preto e branco, como fotos antigas. Havia uma saudade dessa vida que não sei quem viveu, havia uma nostalgia no que eu dizia, mas que não lembro bem o que significava...
Não sei o motivo de o táxi - definitivamente, era uma táxi antigo com aquela lataria inquebrável - continuar a circular a praça, indefinidamente. Lembro que a pessoa que me acompanhava me dizia para continuar a falar daquela vida que eu não vivi. E eu lembrava de mais coisas. Lembrava de imagens desconcertantes. Lembrava de corpos deitados em camas, vestidos rodados, salões de baile, Copacabana Palace, chuva paulistana em cena carioca, poças de água, o mar batendo ali pertinho...
O táxi parou. Quem me acompanhava desceu, entrou no prédio, enquanto nível de água subia ao redor do carro, angustiosamente. Eu fiquei esperando por algum sinal, que não veio...
A água virou um rio... Batia, em ondas, na lataria... E o táxi voltou a andar... Eu continuava ali, mas já não dizia palavra... Estava sendo levado para outro prédio que, estranhamente, brotou do nada na mesma praça diante dos meus olhos...
A porta se abriu e eu entrei. Um casal, que me pareceu igualmente familiar, falava, enquanto uma criança corria pela sala... Homem e mulher discutiam entyre si e, ao mesmo tempo, falavam para mim e olhavam para mim. Mas eu não os ouvia... Acho que falavam em português, mas eu simplesmente não ouvia nada. E eles falavam comigo em, sei lá porquê, banho... Alguém, meu Deus, ia me dar um banho?
Os dois, falando pelos cotovelos, saíram daquela pequena sala. Era um hall de entrada, que dava para duas escadas em caracol. O pé direito era altíssimo (como se nunca chegasse ao teto, que não se via). A porta era de vidro, com uma pequena cortina branca, que amarelava...
Fiquei ali, com a criança pulando ao meu redor. Ela tinha uma espécie de ioio na mão. E, por encanto, um fio do ioio prendeu da minha boca. O menino, malvado como qualquer menino, passou o barbante pela maçaneta da porta e, agora, se divertia puxando e soltando a corda. O movimento das mãos fazia minha língua tampar e destampar a entrada de ar. Eu me sentia sufocando, literalmente.
O casal voltou ao hall. Não sei como, mas parecia que não viam o ioio ou o barbante. Eu tentava, mas não conseguia falar com eles, pedir a eles ajuda, e eu continuava tentando desesperadamente respirar. Uma hora, sufocando, fiz um esforço e acabei tocando (acho) no braço do homem. Ele olhou para a mulher e disse que algo havia se desprendido... E ele mexeu na minha boca. E mexeu no que eu achava que era um barbante...
Angustiante, não é? Pois, este foi um dos pesadelos que tive quando estava em coma e lutava contra uma infecção generalizada (que começou nos pulmões) e um choque séptico. Não era e era sonho que eu sufocava e que havia água, muita água... Lembro muito bem da sensação de absoluta impotência diante de um menino, de um ioio e de uma sufocante brincadeira...
1.04.2007
BELEZA
No Parlatório, eLE repetiu: DEIXA O HOMEM TRABALHAR;
e não é que sua primeira decisão foi... sair de férias!!!!



