já fiz do amor
um sacrifício
e que, só por isso,
valeria a pena
já tornei o amor
quase um ofício
e uma novena
Mas não há amor
no amor que concebi
como um fardo
uma cela pequena
de escuridão metafísica
Não há também o amor comportado
de gravata e hierarquia
que aguarda a próxima condução
O meu amor engatinha
e tem a gana dos amadores
porque, no fundo, sempre serei um deles
e me perderei, volta e meia, como qualquer um deles
até que não haja bem o que consertar...
Mas quem, afinal, deseja apenas um conserto?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário