9.28.2007

O AMOR

já fiz do amor
um sacrifício
e que, só por isso,
valeria a pena

já tornei o amor
quase um ofício
e uma novena

Mas não há amor
no amor que concebi
como um fardo
uma cela pequena
de escuridão metafísica

Não há também o amor comportado
de gravata e hierarquia
que aguarda a próxima condução

O meu amor engatinha
e tem a gana dos amadores
porque, no fundo, sempre serei um deles
e me perderei, volta e meia, como qualquer um deles
até que não haja bem o que consertar...
Mas quem, afinal, deseja apenas um conserto?

AsSiM é

Estou ai, e não mais na AE